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Evolução tecnológica e investimentos asseguram eleições rápidas e transparentes

Com décadas de história, equipamento incorporou biometria, avanços tecnológicos e mecanismos para garantir segurança e transparência do pleito

Evolução tecnológica e investimentos asseguram eleições rápidas e transparentes

Quando os primeiros terminais eletrônicos foram utilizados, em 1996, alcançando cerca de 30% do eleitorado nacional da época, a informatização da eleição tinha como um dos principais objetivos eliminar fraudes associadas ao voto em papel, como o preenchimento mal-intencionado de cédulas e a manipulação nas mesas de apuração.  

Desde então, a urna eletrônica passou por sucessivas transformações. A nove dias do 1º turno das Eleições Gerais de 2026, marcado para 4 de outubro, o equipamento reúne recursos de hardware e software desenvolvidos e aperfeiçoados ao longo de três décadas, além de mecanismos de segurança e de auditoria que permitem acompanhar e verificar diferentes etapas do processo de votação. 

A trajetória dessa transformação está detalhada no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que disponibiliza à sociedade uma página dedicada à história e ao funcionamento técnico da urna eletrônica. O equipamento passou por mudanças a cada geração, com atualizações de componentes e programas para acompanhar as necessidades do processo eleitoral. Essa trajetória teve como uma de suas bases a informatização do cadastro eleitoral, iniciada na década de 1980.  

Da UE96 aos modelos modernos 
A cronologia institucional revela que a primeira versão, a UE96, já apresentava recursos que se tornariam característicos do equipamento, como o teclado numérico padronizado com inscrições em braile e uma impressora acoplada para o registro dos votos. Ao longo das décadas, os modelos receberam novos processadores, sistemas de armazenamento, telas modernizadas, baterias mais duráveis e mecanismos criptográficos de ponta. 

Outro marco na segurança da identificação do eleitorado foi a adoção da biometria, implantada progressivamente pela Justiça Eleitoral a partir de 2008. O recurso permite confirmar a identidade da eleitora ou do eleitor por meio das impressões digitais e também contribui para a identificação de eventuais duplicidades no cadastro eleitoral. 

Nas Eleições 2026, a biometria está cadastrada para 141,3 milhões de eleitoras e eleitores, o equivalente a 89,01% do eleitorado apto a votar. Em 2022, o índice era de 75,51%. 

Auditoria e o Teste Público de Segurança 
A segurança dos sistemas eleitorais também é verificada por uma série de mecanismos de fiscalização e auditoria, com participação de partidos políticos, instituições acadêmicas, órgãos públicos e especialistas. Entre essas iniciativas, está o Teste Público de Segurança dos Sistemas Eleitorais, conhecido como Teste da Urna, realizado desde 2009. 

Na edição de 2025, realizada de 1º a 5 de dezembro, na sede do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília, investigadores executaram planos de teste para identificar eventuais vulnerabilidades e sugerir melhorias nos sistemas que seriam utilizados nas Eleições 2026. A etapa prática contou com 35 planos de teste. 

Os resultados divulgados em dezembro indicaram que os achados identificados não comprometeram a integridade, o sigilo do voto ou o resultado das eleições. As melhorias implementadas a partir dos testes foram posteriormente verificadas no Teste de Confirmação, realizado em maio de 2026. A etapa confirmou que nenhum dos achados havia fragilizado o sigilo ou a integridade do voto. 

Além da tecnologia empregada na votação e dos mecanismos de auditoria, a Justiça Eleitoral mantém ferramentas digitais voltadas ao acesso à informação. Entre elas, estão o Fato ou Boato, destinado à divulgação de informações verificadas sobre o processo eleitoral, e o Glossário Eleitoral, que reúne mais de 300 termos e expressões relacionados ao Direito Eleitoral e ao funcionamento da Justiça Eleitoral. 

A visão do TRE-RS

Para o secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS), Daniel Wobeto, a urna eletrônica resolveu definitivamente os problemas de fraude nas eleições brasileiras. “Foram incorporados vários mecanismos de segurança tecnológica, com processos de verificação dos sistemas, de forma a garantir que os programas que nela rodam sejam auditados e atendam aos requisitos da eleição. Isso também permite que todo o resultado que sai das urnas eletrônicas seja perfeitamente rastreável até a totalização final, de forma que todo voto computado pelo eleitor seja totalizado conforme a sua intenção.”

Texto e foto: Renata Simmi, com informações do TSE
Coordenadora de Comunicação: Paola Marcon
Secretário de Comunicação e Relações Institucionais: Renato Sagrera

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