Sarau na Corte

A partir de uma mescla entre História, Direito e Música, o Sarau na Corte foi um evento cultural produzido pela Memorial, com duas edições, em parceria com colegas de várias Unidades, em especial o músico Leandro Bertolo Kausch, da Secretaria da Corregedoria Regional Eleitoral (SCRE).

A primeira edição, ocorrida em 2013, tratou dos 25 anos da Constituição Federal de 1988 e teve como convidado o jornalista e promotor público aposentado, Cláudio Britto.

Em 2014, o Sarau teve como tema "Direito e Literatura". O convidado foi o doutor em Letras e professor da Universidade Federal dpo Rio Grand edo Sul, professor e escritor Luís Augusto Fischer.

As duas edições foram mediadas pela então presidente da Justiça Eleitoral gaúcha, desembargadora Elaine Harzheim Macedo. 

"Invertemos o papel. Normalmente, é ele quem entrevista, e agora eu consegui fazer o contrário". Foi desta forma que a presidente do TRE-RS, desembargadora Elaine Macedo, apresentou o jornalista e promotor público aposentado, Cláudio Britto, seu debatedor no Sarau na Corte, ocorrido na sexta-feira (25), no plenário do Tribunal Eleitoral. Britto seguiu com a descontração, ao lembrar que "normalmente, toda vez que a doutora Elaine, então juíza de direito, me dava a palavra, eu começava assim: 'por libelo crime acusatório'... a presidente dirigiu diversos júris nos quais atuei".

A primeira edição do Sarau na Corte levou dezenas de servidores ao prédio-sede da Justiça Eleitoral gaúcha. O assunto da edição do Sarau tratou dos "25 anos da Constituição Federal de 1988" e a parte musical ficou a cargo de Leandro Bertolo, Maria Luiza Benitez, Samuca do Acordeon e Silfarnei Alves. 

Ao longo dos debates, a presidente do TRE-RS destacou trecho da música "É", de Gonzaguinha, criada em 1988, ano da promulgação da Constituição. Ao tratar do verso "a gente quer viver uma nação / a gente quer é ser um cidadão", a magistrada lançou a Cláudio Britto a questão: "Alcançamos o que pensava o poeta?". O jornalista, ao mesmo tempo em que salientou o longo caminho a ser percorrido pelo Brasil, apontou espaços onde a cidadania se aproximaria da plenitude, como a função de jurado e a atuação nas mesas de votação: "O presidente da seção eleitoral dá voz de prisão a um desembargador, caso avalie que este não esteja se comportando corretamente".

Música e história do samba no centro do Plenário

Os músicos que acompanharam o debate levaram à plateia uma série de clássicos da história da música brasileira. Foi executado um repertório cujos eixos de composição baseavam-se no protesto e na crítica social, em especial com obras elaboradas ao longo da ditadura civil militar (1964-1985), como "Apesar de você", de Chico Buarque, e "Pra não dizer que não falei de flores", de Geraldo Vandré. 

Já no encerramento do evento, o jornalista Cláudio Britto destacou sua origem popular e, em especial, sua vinculação com o carnaval e o samba de rua de Porto Alegre. Em seguida, foi acompanhado pelos músicas na interpretação da música "Felicidade", do lendário compositor de Porto Alegre, Lupicínio Rodrigues. O Sarau foi encerrado com a plateia de pé, em longos aplausos aos músicos e debatedores.

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"Palavra prima
Uma palavra só, a crua palavra
Que quer dizer
Tudo
Anterior ao entendimento, palavra"

Com as palavras de Chico Buarque, foi aberto, nesta sexta-feira (28), o II Sarau na Corte. Durante cerca de uma hora e meia, música e literatura alternaram-se nos microfones - sempre com o direito como assunto de fundo - para uma plateia composta, sobretudo, por servidores da Justiça Eleitoral gaúcha.

O segundo sarau promovido pelo Memorial da Justiça Eleitoral gaúcha, que teve como tema "Direito e Literatura", foi mediado pela presidente do TRE-RS, desembargadora Elaine Macedo, e teve como convidado principal o professor de literatura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e patrono da Feira do Livro de 2013, Luís Augusto Fischer. Além dele, o cantor e violonista Leandro Bertolo, a cantora Andréa Cavalheiro, o tecladista New e o guitarrista Alexandre Vieira compuseram o elenco que se apresentou no auditório do Foro Central de Porto Alegre.

Na ocasião, a desembargadora Elaine trouxe para debate assuntos como a importância do voto e da democracia. Fischer fez relações entre os temas do direito e textos literários - inclusive, leu uma passagem de "Grande Sertão: Veredas", obra clássica do escritor Guimarães Rosa. Na parte musical, foram executadas canções consagradas da música popular brasileira, como "A luz de Tieta", de Caetano Veloso, e "Flor da idade", de Chico Buarque, cuja letra faz uma referência ao poema "Quadrilha", de Carlos Drummond de Andrade - também declamado pelos músicos.

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