Carta do Recife define as linhas de atuação dos TREs em 2026
TRE-RS gaúcho participou de reunião dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) de todo o país em Pernambuco

Após três dias de debates, compartilhamento de informações, e troca de experiências, chegou ao fim a reunião do 90º Colégio de Presidentes dos TREs (Coptrel) na última sexta-feira(06) . O evento reuniu representantes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) de todo o país. Como resultado, foi elaborada e assinada a Carta do Recife, com as decisões e deliberações dos desembargadores.
Além disso, foi eleita a nova mesa diretora, mantendo no cargo de presidente o desembargador Carlos Contar (TRE-MT), com o desembargador Claudio de Mello Tavares, presidente do TRE-RJ como 1º vice-presidente da entidade; desembargadora Serly Marcondes Alves (TRE-MT), na 2ª vice-presidência. A primeira secretaria será ocupada pela desembargadora Ana Lúcia Freire de Almeida dos Anjos, presidente do TRE-SE; e o desembargador Carmo Antônio de Souza, presidente do TRE-AP, será o segundo secretário. O próximo encontro do Coptrel será em Florianópolis, em Santa Catarina.
Na oportunidade, estiveram presentes, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul, desembargador Mario Crespo Brum; o secretário judiciário, Rogério da Silva de Vargas, e o assessor de comunicação, Cleber da Silva Moreira.
Carta do Recife
O COLÉGIO DE PRESIDENTES DOS TRIBUNAIS REGIONAIS ELEITORAIS, em sua nonagésima reunião, realizada nos dias 04 a 07 de março de 2026, na cidade do Recife, Pernambuco, após deliberar sobre os temas constantes da pauta e de manifesta relevância para a Justiça Eleitoral, concluiu:
- Reconhecer que a fraude à cota de gênero não é apenas uma violação legal, mas um atentado à representatividade política. Comprometemo-nos a intensificar a fiscalização sobre candidaturas fictícias, utilizando cruzamento de dados para identificar ausência de atos de campanha ou votação ínfima.
- Pelo monitoramento e resposta rápida no combate à desinformação, implementando núcleos de inteligência para identificar e neutralizar narrativas falsas que coloquem em dúvida a segurança das urnas eletrônicas e do processo eleitoral.
- Que a gestão dos tribunais deve ser pautada pela excelência e pelo uso racional dos recursos, com o fortalecimento da cooperação entre os TREs, objetivando boas práticas de gestão administrativa e judiciária.
- Implementar a inovação institucional, com desenvolvimento de ações voltadas à modernização da gestão pública e a busca de soluções criativas para os desafios institucionais.
Recife, 06 de março de 2026.
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